Efteling e um presente da Holanda

E o que aconteceu de novo por aqui? Infelizmente, nada! Minha vida “au pairiana” na Holanda está quase acabando e os dias (e os finais de semana) têm sido bem parados.

O domingo (16) até que foi animado. Eu, Ana e Isabelle resolvemos ir para um parque temático que tem aqui nos Países Baixos, o Efteling. Me lembrou um pouco do Hopi Hari (Hopi Hari, Hopi Hari, eeeeeee!), com umas montanhas russas mais legais. Para ser sincero, o parque é bem para crianças, mas tem uma parte mais ‘de aventura’ e que ‘vai molhar’ (piadinha interna, sorry). Eu acho que a visita super valeu a pena, por outro lado, acho que o ingresso deveria ser mais barato, o parque não é tão “wow” assim. Nós compramos os ingressos de €32.50 com €10 de desconto, oferecimento Albertinho Heijn. Uma dica é ficar de olho nas promoções do Albert Heijn, Hema e até da NS, que, às vezes, tem um pacote de parque + trem por um precinho mais au pair friendly.

Outra dica é: leve o seu lanchinho, suquinho, biscoitinho e qualquer outro inho que você achar que vai precisar, porque a comida dentro do parque não é das mais baratas. As pessoas aqui não têm preconceito contra farofeiros, não! Eles também fazem isso, sempre tem um holandês comendo pão com queijo no trem, parque e outros lugares públicos.

A gente somos lindo, a gente somos inteligente.

Neste final de semana (22 e 23), não fiz absolutamente nada. Tinha planos de ir visitar Den Haag e participar do protesto a favor das manifestações que estão rolando no Brasil (que têm sido bem divulgados nos jornais daqui, sempre vejo alguma coisa), mas na sexta à noite, fiquei sabendo que teria que ficar com as crianças e acabei nem saindo de casa. Den Haag ficou para o próximo final de semana e eu também quero ir para o Rijskmuseum.

A escola das crianças acaba nessa semana e eu não sei como serão as coisas até o dia 8 de julho, que é quando eles vão viajar. Eu ainda não tenho planos concretos para julho, preciso muito me organizar e, no final do mês, eu volto para as terras tupiniquins.

Finais são meio tristes e sempre vem aquele pensamento de “eu deveria ter feito isso, isso e mais isso”, “deveria ter viajado para Bora Bora, Ibiza, Japão e Galápagos”, apesar de ter sentido o mesmo quando estava prestes a voltar dos EUA, e tentar não entrar nessa onda do “eu deveria ter feito…”, é meio que inevitável, mas tenho que ficar feliz com as viagens que eu fiz, pois todas foram ótimas e eu adorei.

Bem, ainda não é hora para um discurso de adeus, mas já posso dizer que a minha experiência aqui foi muito legal e eu nunca me esquecerei deste ano que passei na Holanda. Aliás, este país me deu um “presente” que eu nunca mais esquecerei! Vocês se lembram da minha chegada radical na Holanda (caso não se lembrem, cliquem no link)? Aquele dia deixou uma marca que nunca mais sairá do meu corpo, pois é, o tombo foi bem grave e eu fiquei com uma cicatriz no joelho, que vai ficar como souvenir para a vida toda!

Ao vivo, é pior, acredite.

Aprender inglês

Parece que o fenômeno “fui Au Pair e agora sou professor(a) de inglês” tem se tornado cada vez maior e eu decidi escrever um texto sobre o que eu acho sobre este assunto.

Para ser professor, minha gente, ainda mais de uma língua estrangeira, é necessário mais que 3 horas de um curso feito ali na esquina e um ano como Au Pair!

Nós, brasileiros, passamos anos aprendendo o português e, quando terminamos o 3o ano do ensino médio, ainda cometemos erros gravissímos de gramática, pontuação, acentuação gráfica e etc., isso porque (ou porquê?) nós tivemos aulas com pessoas que já tinham passado pelo 3o ano e faculdade, faziam de tudo para conseguir explicar todas essas regras que nós temos e mesmo assim, não conseguimos aprender a usar nossa língua materna corretamente. Você passou a sua vida estudando português e ainda acha que “mim” pode conjugar verbos e fica na dúvida quando vai escrever “excessão” — sim, é exceção, com ç! Dá para imaginar como será com uma nova língua? E ainda, ensinar uma outra língua?

Aprender um outro idioma não é uma tarefa fácil e nem difícil, vai depender muito de você, mas não fica por aqui, o seu nível de aprendizagem vai depender também da escola que você escolher e do professor que irá te ensinar, o último sendo um fator muito importante.

Do meu ponto de vista, é impossível e bizarro, ver uma pessoa que fez um curso rápido de 1-2 anos em qualquer escola de idiomas no Brasil ou com um professor particular, passou um ou dois anos morando como Au Pair nos EUA, cuidando de 2 crianças que têm 3 e 5 anos, voltar para o Brasil e se achar professor(a) de inglês.

Não dá nem para discutir a complexidade de um outro idioma.

Eu estudei inglês, duas horas por semana, durante 12 anos, sim, você não está lendo errado e eu também não errei na minha contagem, foram 12 anos. Mais de uma década, parece muito tempo, mas eram apenas 2 horas por semana, então, não é tanto tempo assim. Em seguida, eu fui para os EUA, como Au Pair e fiquei lá por 21 meses, estou morando na Holanda agora, onde também falo inglês praticamente o dia inteiro, já que não aprendi nada de holandês. Depois desses 12 anos estudando inglês + quase 3 anos falando inglês quase o dia todo, algumas pessoas acham que eu sei tudinho de “ingreis”, mas “let me break this to you”, elas estão erradas.

Apesar de me sentir muito seguro com o meu inglês e conseguir me comunicar sem problemas, eu ainda cometo erros, mas me sentiria confortável em dar aulas de inglês, porque eu tenho experiência com esse idioma (e com aulas também, fiz isso antes de ir para os EUA).

Antes que venham jogar predras, granito e granizo em cima de mim, quero deixar claro que não fiz este post para dizer que eu sou melhor que você, que passou 2 anos estudando inglês e é professor agora, mas sim, para alertar as pessoas que estão procurando um curso ou professor de inglês. Vá para uma escola boa, procure um bom método, um bom professor e pergunte sobre as experiências do professor. Ter sido Au Pair por um ou dois anos, não quer dizer que a pessoa agora é fluente no inglês e um bom professor! Be careful!

PS- Apesar de ter usado o inglês como exemplo, a dica serve para qualquer outro idioma que você pretende aprender, ta serto?